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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Carcinoma Espinocelular


O carcinoma espinocelular (também chamado de carcinoma das celulas escamosas, epidermóide, espinalioma ou epitelioma espinocelular) é um tumor maligno da pele, representando cerca de 20 a 25% dos cânceres da pele. Os carcinomas epidermóides têm origem no queratinócio da epiderme, podendo também surgir no epitélio escamoso das mucosas. Pode surgir em áreas de pele sadia ou previamente comprometidas por algum outro processo como cicatrizes de queimaduras antigas, feridas crônicas ou lesões decorrentes do efeito acumulativo da radiação solar sobre a pele, como as ceratoses solares e vem acompanhada de secreção e de coceira.

O crescimento deste câncer é mais rápido que o carcinoma basocelular, atinge a pele e as mucosas (lábios, mucosa bucal e genital). A maior gravidade do carcinoma epidermóide é devido à possibilidade que esse tipo de câncer tem de apresentar metástase (formação de uma nova lesão tumoral a partir de outra, mas sem continuidade entre as duas). A proteção solar é a melhor forma de prevenir o seu surgimento pois sua localização mais frequente são as áreas de pele expostas continuamente ao sol.

Manifestações clínicas
As lesões atingem principalmente o rosto e a parte externa dos membros superiores. No inicio são pequenas, endurecidas e tem crescimento rápido, podendo chegar a alguns centímetros em poucos meses. Crescem infiltrando-se nos tecidos subjacentes e também para cima, formando lesões elevadas ou vegetantes (aspecto de couve-flor). É frequente haver formação de feridas ou ulcerações com sangramento.

O carcinoma espinocelular pode produzir metástases. É, portanto, fundamental o diagnóstico e tratamento precoce do câncer para evitar o comprometimento de outros órgãos, o que piora as chances de cura.

Além da proteção solar, o tratamento das lesões que podem originar a doença são medidas para preveni-la. No caso de suspeitar de alguma lesão, procure um dermatologista o mais rápido possível para uma avaliação e diagnóstico precoce.

Tratamento

O tratamento do carcinoma espinocelular é cirúrgico, através da retirada total da lesão e deve ser realizado o mais rápido possível para se evitar ocorrência de metástases. Também pode ser realizada radioterapia no tratamento deste câncer, no entanto é necessário que o tumor seja diagnosticado precocemente.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Câncer de Pele

Anatomia da pele
O câncer de pele é formado por células da pele que sofreram alterações e multiplicaram-se de maneira desordenada e anormal dando origem a um novo tecido, a neoplasia. As neoplasias cutâneas estão relacionadas a alguns fatores de risco, como o químico (arsênico), a radiação ionizante, processo irritativo crônico (úlcera de Marjolin), genodermatoses (xeroderma pigmentosum etc) e principalmente à exposição aos raios ultravioletas do sol.

A pele é o maior órgão do corpo humano. É dividida em uma camada externa, a epiderme, e outra interna, a derme. A pele protege o corpo contra o calor, a luz e as infecções. Ela é também responsável pela regulação da temperatura do corpo, bem como pela reserva de água, vitamina D e gordura.

Embora o câncer de pele seja o tipo de câncer mais freqüente, correspondendo a cerca de 25% de todos os tumores malignos registrados no Brasil, quando detectado precocemente este tipo de câncer existe grande possibilidade de cura.

Câncer de pele é mais comum em indivíduos com mais de 40 anos sendo relativamente raro em crianças e negros, com exceção daqueles que apresentam doenças cutâneas prévias. Indivíduos de pele clara, sensível à ação dos raios solares, ou com doenças cutâneas prévias são as principais vitimas do câncer. Longo prazo de exposição ao sol por pessoas com albinismo geralmente eleva o risco de dano à pele e câncer de pele, incluindo o melanoma. Os negros normalmente têm câncer de pele nas regiões palmares e plantares.

Como a pele é um órgão heterogêneo, esse tipo de câncer pode apresentar neoplasias de diferentes linhagens. Os mais freqüentes são: carcinoma basocelular, responsável por 70% dos diagnósticos de câncer de pele, o carcinoma epidermóide ou espinocelular com 25% dos casos e o melanoma, detectado em 4% dos pacientes. Felizmente o carcinoma basocelular, mais freqüente, é também o menos agressivo. O basocelular e o epidermóide são também chamados de não melanoma, enquanto o melanoma e outros tipos, com origem nos melanócitos, são denominados de câncer de pele melanoma.