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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Melanoma

O melanoma é um tipo de câncer que tem origem nos melanócitos (células produtoras de melanina, substância que define a cor da pele) e tem predominância em adultos brancos. Embora só represente 4% dos tipos de câncer de pele, o melanoma é o mais grave devido à sua alta possibilidade de metástase.

Epidemiologia

O melanoma de pele é menos freqüente do que os outros tumores de pele (basocelulares e epidermóide), porém é mais letal. Tem-se observado um expressivo crescimento na incidência deste tumor em populações de cor de pele branca. Quando os melanomas são detectados em fases iniciais os mesmos são curáveis.

Nos últimos anos, houve uma grande melhora na sobrevida dos pacientes com melanoma, principalmente devido à detecção precoce.


Fatores de Risco

Os fatores de risco, em ordem de importância, são:
  • sensibilidade ao sol (queimadura pelo sol e não bronzeamento)
  • pele clara
  • exposição excessiva ao sol
  • história prévia de câncer de pele
  • história familiar de melanoma
  • nevo congênito (pinta escura)
  • maturidade (após 15 anos de idade a propensão para este tipo de câncer aumenta)
  • xeroderma pigmentoso (doença congênita que se caracteriza pela intolerância total da pele ao sol, com queimaduras externas, lesões crônicas e tumores múltiplos)
  • nevo displásico (lesões escuras da pele com alterações celulares pré-cancerosas)

Prevenção

Assim Como os outros tipos de câncer de pele, o melanoma pode ser prevenido evitando-se a exposição ao sol no horário das 10h às 16h, quando os raios são mais intensos. Mesmo durante o período adequado é necessária a utilização de proteção como chapéu, óculos escuro, guarda-sol e filtros solares com fator de proteção 15 ou mais.
Melanoma


Sintomas

O melanoma pode surgir a partir da pele normal ou de uma lesão pigmentada. A manifestação na pele normal se dá a partir do aparecimento de uma pinta escura de bordas irregulares acompanhada de coceira e descamação.

Em casos de uma lesão pigmentada pré-existente, há um aumento no tamanho, uma alteração na coloração e na forma da lesão que passa a apresentar bordas irregulares.

Diagnóstico


A coloração pode variar do castanho-claro passando por várias tonalidades chegando até à cor negra (melanoma típico) ou apresentar área com despigmentação (melanoma com área de regressão espontânea). O crescimento ou alteração da forma é progressivo e se faz no sentido horizontal ou vertical. Na fase de crescimento horizontal (superficial), a neoplasia invade a epiderme, podendo atingir ou não a derme papilar superior. No sentido vertical, o seu crescimento é acelerado através da espessura da pele, formando nódulos visíveis e palpáveis.

Tratamento

A cirurgia é o tratamento mais indicado. A radioterapia e a quimioterapia também podem ser utilizadas dependendo do estágio em que o câncer se encontra. Quando há metástase, o melanoma é incurável na maioria dos casos. A estratégia de tratamento para a doença avançada tem então como objetivo aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Câncer de Pele

Anatomia da pele
O câncer de pele é formado por células da pele que sofreram alterações e multiplicaram-se de maneira desordenada e anormal dando origem a um novo tecido, a neoplasia. As neoplasias cutâneas estão relacionadas a alguns fatores de risco, como o químico (arsênico), a radiação ionizante, processo irritativo crônico (úlcera de Marjolin), genodermatoses (xeroderma pigmentosum etc) e principalmente à exposição aos raios ultravioletas do sol.

A pele é o maior órgão do corpo humano. É dividida em uma camada externa, a epiderme, e outra interna, a derme. A pele protege o corpo contra o calor, a luz e as infecções. Ela é também responsável pela regulação da temperatura do corpo, bem como pela reserva de água, vitamina D e gordura.

Embora o câncer de pele seja o tipo de câncer mais freqüente, correspondendo a cerca de 25% de todos os tumores malignos registrados no Brasil, quando detectado precocemente este tipo de câncer existe grande possibilidade de cura.

Câncer de pele é mais comum em indivíduos com mais de 40 anos sendo relativamente raro em crianças e negros, com exceção daqueles que apresentam doenças cutâneas prévias. Indivíduos de pele clara, sensível à ação dos raios solares, ou com doenças cutâneas prévias são as principais vitimas do câncer. Longo prazo de exposição ao sol por pessoas com albinismo geralmente eleva o risco de dano à pele e câncer de pele, incluindo o melanoma. Os negros normalmente têm câncer de pele nas regiões palmares e plantares.

Como a pele é um órgão heterogêneo, esse tipo de câncer pode apresentar neoplasias de diferentes linhagens. Os mais freqüentes são: carcinoma basocelular, responsável por 70% dos diagnósticos de câncer de pele, o carcinoma epidermóide ou espinocelular com 25% dos casos e o melanoma, detectado em 4% dos pacientes. Felizmente o carcinoma basocelular, mais freqüente, é também o menos agressivo. O basocelular e o epidermóide são também chamados de não melanoma, enquanto o melanoma e outros tipos, com origem nos melanócitos, são denominados de câncer de pele melanoma.